Como seria um Jorge Jesus CEO? Já pensou nisso?

Como seria um Jorge Jesus CEO? Já pensou nisso?

No meio do ano, quando o Flamengo contratou um treinador “mister”, que para muitos era desconhecido, veio a desconfiança e, até certo ponto, a pergunta: por que contratar um técnico “estrangeiro” se temos tantos bons profissionais aqui, NO BRASIL?

Será que isso não se assemelha ao nosso pensamento diário nas empresas?

Na minha interpretação, ele está dando uma aula no modo de ver e agir. Temos que refletir se nossa maneira latina, em sermos paternalistas e assumirmos riscos compartilhados, nos levam a não atingirmos nossos objetivos.

Vamos a algumas reflexões:

Responsabilidade – é dele, apenas dele. Ele instrui, dirige e diz o que quer. É responsabilidade dele ver o time como um todo. Se uma peça não corresponde em campo, ele substituí.

Simples, não tem estrela. Ele é o CEO e o que almeja é a produtividade. Se a produtividade não vem, ele cai. Logo, ele tira antes a peça que não corresponde. Novamente, simples assim.

Respaldo – a empresa precisa dar o voto de confiança a este CEO.

Se JJ não tivesse o respaldo para colocar no “banco” medalhões que não estão na sua melhor fase, o resultado não seria o que estamos vendo e, sim, o que estamos acostumados a ver, com jogadores (funcionários) que não produzem, mas estão nos corredores ganhando, destruindo a performance e minando grandes “técnicos”.

Liderança – não tem paternalismo, é produtividade.

Estamos acostumados no Brasil a termos a família “Scolari”, grupo do “Mano”, técnico e jogadores entrando de mãos dadas em campo, etc… Isso não funciona, paternalismo é em casa, na empresa é produtividade. Se um funcionário não performa, a responsabilidade é do CEO ou do dono da empresa. Precisamos mudar nossos conceitos. Buscar aqueles que estão envolvidos, engajados em melhorar e produzir sempre.

•Atualização – Mais do que buscar o novo, você quem deve construí-lo.

Se igualar a concorrência te levará a resultados iguais ou inferiores a quem já “joga“ dessa forma. Tem que inovar, buscar surpreender o adversário.

Personal Brading – isso não se compra, mas pode se construir.

Você precisa ser consistente com o discurso e a prática, não adianta falar algo que você não segue.

Buscar o novo – o “estrangeiro”, JJ, veio para inovar.

Trouxe uma dinâmica diferenciada, tirou da zona de conforto pessoas que antes figuravam como os “bons”. E nas empresas? Não lidamos com isso no dia a dia? Jorge Jesus trouxe um ar novo ao futebol, técnicas e táticas diferentes.

Não adianta querermos buscar o novo no time atual. Trazer gente que respira de forma diferente e trazer inovação é importante. Entretanto não apenas com prata da casa se faz inovação. Ou seja, processos seletivos são apenas parte do processo.

 Recuperação – O mundo corporativo é assustador e muitas vezes pessoas muito boas são colocadas de lado, por não compartilharem dos mesmos dogmas que seus superiores. Entretanto, a grande mudança nos novos líderes está em explorar o potencial de cada peça, ou substituí-la.

O que eu mais admiro no Jorge Jesus é sua capacidade de trazer resultados, se expressar, de se impor, trazer a responsabilidade para si, de mostrar quem manda. Tudo de forma muito simples, sem rodeios. E, além de tudo, pela sua competência.

Ele é idolatrado e reverenciado por um grupo de jogadores que são maduros campeões.

Não sei os próximos resultados ou quanto tudo isso durará, mas, certamente, o presente nos leva a poder avaliar o que foi feito, aprender as lições e crescermos, como executivos e empresários.

E você? Concorda comigo? Tem algum ponto a acrescentar? Sinta-se à vontade para deixar sua opinião.

Marcelo Reis

Empresário, Investidor, Executivo de Grandes Multinacionais e Especialista em Gestão Comercial e Experiência do Cliente.

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