Hábitos: como sair do “modo automático?”

Hábitos

Durante o cotidiano, por inúmeras vezes, realizamos ações de forma inconsciente. Nesse momento, entramos em um piloto automático, onde nossas ações são feitas antes mesmo de serem pensadas. De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade Duke, dos Estados Unidos, os hábitos compõem 40% da nossa rotina. Com isso, em média, durante 9 horas do dia, realizamos ações que não refletimos sobre, somente fazemos e continuamos fazendo.

Os hábitos são muito importantes para a nossa existência. É somente por essas ações automatizadas, que a mente é liberada para aprender coisas novas. Elas facilitam o dia a dia quando são benéficas e pensadas a longo prazo. Embora cada hábito signifique pouco por si só, ao longo do tempo, o que você come, como você trata as pessoas que o cercam, se poupa ou gasta dinheiro e a maneira como cuida do seu corpo fazem uma enorme diferençana sua vidae têm impacto direto na sua saúde, na sua vida financeira, na vida profissional, e, principalmente, na sua felicidade.

Por mais enraizados que estejam, hábitos podem ser mudados, basta ter vontade e entender como cada hábito é criado. Uma das principais premissas da ciência do hábito, analisada no livro “O poder do hábito”, publicado pelo jornalista Charles Duhigg, a partir de pesquisas de centros de excelência de países como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, é que, a melhor forma de mudar um hábito é substituí-lo por outro. Isso porque, você nunca irá perder completamente um comportamento, mas pode reforçar outro. Dessa forma, em determinado momento, o segundo poderá ocupar o lugar do primeiro.

Conforme pesquisas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o hábito é formado por uma sequência de três etapas. Primeiro há uma deixa, um estímulo que manda o seu cérebro entrar em modo automático e indica qual hábito ele deve utilizar. Depois há uma rotina, que pode ser física, mental ou emocional. Finalmente, há uma recompensa, que ajuda seu cérebro a saber se vale a pena memorizar aquela ação específica para o futuro. Ao longo do tempo, este processo se torna cada vez mais automático. A deixa e a recompensa se juntam, criando um grande senso de desejo. Este ciclo acaba virando um padrão e esse padrão cria o hábito.

Mesmo tendo consciência do processo, porque é tão difícil “quebrar” um hábito? Os hábitos estão diretamente ligados a um conjunto de estruturas cerebrais que têm dois pólos: um deles é responsável em fazer com que mantemos nossas vontades o mais rápido possível; o outro, é responsável por refletir sobre certas atitudes a longo prazo, tornando possível ignorar um anseio em favor de um benefício futuro.O primeiro pólo, o que vai em direção à obtenção do prazer mais imediato, está presente em todos os animais e é formado por estruturas muito antigas, que estão evoluindo há milhões de anos.

O segundo é constituído pelo córtex frontal que oferece um plano mais consistente, baseado na antecipação de possíveis cenários. Acontece que esse polo, diferentemente do outro, é bastante recente, alcançando um papel mais relevante no comportamento humano somente a partir do aparecimento dos primatas. Ou seja: essas estruturas pré-frontais, apesar de mais refinadas,são menos testadas e aprimoradas do que as outras. E, portanto, mais frágeis e suscetíveis às falhas.

Portanto, qual seria melhor maneira de mudar um hábito? A melhor maneira de mudar um hábito é manter o estímulo, oferecer recompensa mas inserir uma nova rotina, o que torna possível a alteração do hábito. Entretanto, se essa tarefa não for feita de forma consciente, com força de vontade e com estratégias eficientes, os maus hábitos irão permanecer e podem atrapalhar o seu desenvolvimento pessoal.

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