Quais as tendências do turismo a lazer e corporativos daqui para frente?

turismo Marcelo Reis

O setor de turismo (incluindo hospedagem e lazer) foi o mais afetados pela pandemia do covid-19.

Segundo dados da OMT – Organização Mundial de Turismo, em abril de 2020 a chegada de turistas internacionais diminui em 97% no mundo, o que corresponde a quase 200 Bilhões de USD de receitas perdidas.

A palavra que mais define este período é adaptação, e não seria diferente com o turismo. O perfil do turista vem mudando e, com isso, o formato de viagens a lazer e corporativas tomaram um novo contorno.

A primeira tendência que observamos são modais de viagens sendo alterados, principalmente do aéreo para o terrestre. Os turistas têm buscado viagens mais curtas e que possam ser feitas em sua maioria com seu próprio veículo, diminuindo o risco de uma potencial contaminação, além de evitar as diversas barreiras sanitárias que vêm sendo impostas pelo mundo. Como, por exemplo, em alguns países asiáticos onde está se obrigando ao turista a um teste de covid (pcr) na chegada e a um confinamento de 7 dias, antes que ele tenha autorização para circular. Isso acarreta custo e um desconforto ao turista. E, infelizmente, o maior impacto tem sido em empresas áreas onde já vemos diversos pedidos de falência, fusões e aquisições ao redor do mundo, além de um grande número de demissões. Números de maio do Brasil, da ABEAR, sinalizavam uma queda de 90% de ocupação das aeronaves.

Com o modal de viagens sendo transferido para o terrestre, a segunda tendência que vem aparecendo é o turista voltando a explorar as opções mais próximas, seja utilizando hotéis, restaurantes, ou mesmo os pontos turísticos locais ou regionais que antes eram preferidos pelos turistas de fora. O turista local passa a explorar o que tem perto, inclusive utilizando hotéis locais para hospedagem e gastronomia. Com isso, eles também passam por um período de adaptação, pois a mudança de perfil requer um atendimento mais especializado e uma infraestrutura mais completa, pois se antes o turista o utilizava apenas para dormir, agora ele quer desfrutar dos serviços e infraestrutura.

A terceira tendência que trago diz respeito a busca por viagens que tenha conteúdo. E o que isso significa? O turista seleciona o local ou cidade que ele quer viajar baseado no que aquele polo pode adicionar como experiência a ele e a família. A viagem pode adicionar valor pela gastronomia local, pela história que representa, pela produção de vinhos ou mesmo pela diversidade de atrações e diversões que a família terá. As viagens deixam de ter um caráter de “ir por ir” e que muitas vezes eram vazias de conteúdo e passam a representar aos viajantes um momento de aprendizado e proximidade a família.

A última tendência deste artigo diz respeito a viagens corporativas. Mais de 70% das empresas dizem que irão reduzir seu orçamento de viagens e optarão por utilizar mais as ferramentas de videoconferência, pois viram nos últimos meses que a produtividade aumentou. O que vem acontecendo e deve continuar pós-pandemia, são viagens a negócios mais assertivas, seja para encontros presenciais importantes, seja para assinatura e discussão de contratos. Entretanto, se antes estávamos acostumados a ver verdadeiras comitivas de empresas viajando, isso tende a diminuir e apenas um pequeno contingente que efetivamente viajará. Isso impacta diretamente na margem de hotéis e empresas aéreas que novamente precisarão se adequar a um perfil mais familiar e menos de negócios em suas operações.

Como iniciei o artigo, também termino com a palavra adaptação. É importante neste momento estar atento ao que o cliente quer e busca. Aguardar que o mundo retorne a um status quo pré-pandemia pode não ser a melhor estratégia. Acompanhamento através de planos bem estruturados, implementação de cenários e acompanhamento de dados estratégicos pode ajudar em muito a esta “adaptação” dos clientes e entidades ligadas ao turismo.

Especialista: Marcelo Reis, especialista em gestão empresarial e vendas

Fala sobre: Liderança (com propósito), desenvolvimento pessoal e profissional, carreira e gestão, empreendedorismo, vendas para startups, vendas, como fechar contratos de vendas mais rápido e melhor, gestão de Negócios, estratégicos e comercial e cases de grandes empresas.

Mini currículo: Graduado em Análise de SIstemas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Possui pós-graduação em Marketing pela Universidade Candido Mendes. Tem formação de MBA Executivo e fez o Programa de Desenvolvimento de Conselheiros pelo Fundação Dom Cabral.

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