Reabertura dos negócios

Reabertura dos Mercados e Negócios pós covid

A reabertura do comércio no mundo tem se mostrado um grande desafio, seja por novas regras de higienização, da obrigatoriedade do distanciamento social ou dos impactos econômicos que vieram juntos com a pandemia.

Novas ondas de contaminação estão aparecendo agora na Ásia (exemplo da China), Europa e Estados Unidos e tem levado a uma reflexão de que o covid-19 pode ficar ainda por muito tempo afetando o comercio global.

Do ponto de vista da reabertura, nós da MR16 Consultoria, preparamos um esquema que possa ajudar e ampliar a visão das empresas sobre o processo de fechamento e principalmente a atenção que deve ter para potenciais ajustes ao que vem sendo chamado no Novo Normal, em termos de mudanças dos hábitos do consumidor, oscilações de mercado e até um eventual novo fechamento do comércio devido a uma nova onda da pandemia.

Dividimos o processo em 6 etapas que podem ser vistos no infográfico que preparamos.

São eles:

1 – Fechamento dos mercados

O início da pandemia mostrou que o fechamento foi abrupto e rigoroso na maioria dos países do mundo. Empresários e Executivos foram obrigados a fechar as portas de suas lojas e escritórios de um dia para o outro, por um tempo indeterminado.

Novas formas de trabalho como o home-office e as reuniões virtuais explodiram, o que levou empresas como a Zoom a um crescimento fora do comum.

No comércio, principalmente restaurantes e bares, tiveram que se adequar rapidamente também a modalidades como o delivery e os apps tiveram suas ações em alta e uma grande procura.

A grande questão e o que diferenciou esta fase de fechamento em grande parte dos negócios foi a diferença na postura: ação planejada X reação.

A ação planejada ocorreu com empresas que fecharam as portas, respiraram, tentaram projetar cenários e a partir daí montaram um plano de ação a ser seguido versus o comportamento da pandemia.

Infelizmente muitas empresas apenas reagiram, não pararam para analisar e se jogaram praticando ações de curtíssimo prazo (como promoções, investimentos, ações de marketing digital sem conhecimento da causa, etc..) sem levar em conta potenciais cenários.

O que fica para nós da MR16 como lição é que o planejamento e a calma foram fundamentais.

Como dizia Abraham Lincoln: “Se eu tivesse 8 horas para cortar uma árvore, gastaria 6 afiando o meu machado.”

Fase 2 – Reabertura do Comércio

Ainda existe um grande impacto no comercio de forma geral em locais que vivem muito do turismo, pois com as restrições a viagens, o  turismo fica estagnado e o comercio não volta aos patamares anteriores.

Aqui acontece o famoso “baby steps”, com cuidado, equilibrando, vendo se existe a possibilidade de progredir em segurança.

Entretanto, novamente o planejamento é fundamental. 

Estudos nos EUA mostraram que um dos primeiros passos sugeridos ao varejo logo ao se fechar o mercado, foi a de se criar um plano de reabertura. Este plano deveria conter:

1.     Quais autorizações preciso para reabrir?

2.     Quais os EPIs que meus funcionários precisarão usar? (Comprar antes da reabertura)

3.     Quais adequações preciso fazer no meu estabelecimento? (ex. totem álcool gel, distanciamento social com marcações no chão, etc,,)

4.     Como meus funcionários se deslocarão e como chamá-los de volta ao trabalho?

5.     Como verificar constantemente se os funcionários estão com sintomas?

6.     E os clientes, como fazer na porta do estabelecimento? E no interior?

7.     Plano de vendas da reabertura

8.     E outros

Ou seja, no momento que a reabertura é anunciada a empresa já está com as obras preparadas (distanciamento, por exemplo), os equipamentos comprados e o passo a passo a ser seguido.

Isso traz tranquilidade ao empresário e gestores para que possam focar no processo de reabertura, vendas e em seus funcionários.

O que se viu, principalmente em casos mostrados na imprensa, foram ações reativas e desesperadas para a reabertura, que não fazem ou fizeram sentido, pois um plano poderia ter sido desenvolvido no durante o tempo em que os mercados ficaram fechados. Isso definitivamente é uma lição aprendida.

3 – Reabertura

Momento interessante do reencontro do comércio e das empresas com os consumidores. É certamente o mais aguardado pelo comércio.

Mas aqui teremos a clareza se o novo normal é real ou se voltaremos a como era a vida há 3 ou 4 meses atrás.

Vimos que a reabertura do comércio foi encarada de forma diferente em alguns países e algumas regiões. 

Numa mesma cidade, shoppings ficaram lotados e alguns vazios. Alguns clientes ainda não têm segurança e confiança para entrar nos estabelecimentos e a crise econômica pode também segurar o bolso do cliente.

Alguns países que já estão a frente do Brasil na questão da reabertura, já discutem um novo jargão que é a:

– Nova sobriedade: uma equação entre necessidade X desejo.

Isto é, já se vê no mundo, pelo menos neste momento, consumidores se questionando se comprar algo vale a pena. Um retrato da revisão do consumismo desenfreado que tanto foi tema nos últimos anos. O “comprar por comprar”.

Vejo neste momento que o mix entre venda digital e presencial ainda existirá.

A reabertura não trará de volta aquele consumidor do pré-fechamento. O mundo mudou, as plataformas mudaram e talvez muitas empresas que ainda estavam descrentes com o digital, precisarão se adequar.

Não apenas pelas questões de contaminação, mas o COVID-19 trouxe a voga a flexibilidade que as ferramentas digitais podem oferecer. O conforto do home office, a produtividade das videoconferências e a otimização do tempo que o delivery propicia.

Mas, certamente o presencial ainda é fundamental.

4 – Monitoramento

Passo que vem logo após a reabertura. O comercio precisa a ter métricas que ajudem a entender seu consumidor e a saúde da empresa pós reabertura.

Análises como:

– Estou vendendo o que planejei?

– Meu publico consumidor retornou?

– As vendas presencias versus as vendas digitais estão num ratio que foi planejado?

– A saúde financeira da empresa está bem?

– Quanto tempo mais viveremos num mundo “pandêmico”?

– Existe possibilidade de uma segunda onda? Precisarei fechar novamente?

– Meus clientes e funcionários estão seguindo as normas?

– Como está a performance da concorrência?

– E outros que dependem do setor da empresa.

Este monitoramento é importante para entender o comportamento do cliente e do mercado. 

Estas métricas deveriam ter sido criadas na fase 2, pois aqui o empreendedor focaria na reabertura e ao mesmo tempo teria um painel de controle da operação no novo normal.

Teria informação para tomar decisões e alinhar os objetivos da empresa.

Esta etapa é de extrema importância para ajustar o passado e o presente da empresa. Mas para o futuro, o item 5 cobrirá. 

5 – Reavaliação do Planejamento

Para mim, está etapa é primordial para o futuro da empresa.

É o pilar de construção de uma empresa sustentável no novo normal, pós-pandemia. 

Depois da reabertura, o empresário e o executivo monitorarão a performance da empresa, como vimos no item 4. Analisarão retorno, caixa, o novo comportamento do consumidor, concorrência, etc..

Mas, de posse disso, eles precisarão rever a sua operação e planejar investimentos e mudanças de processos e tecnologia. Mesmo a essência da empresa pode mudar. Como se diz e se faz com as startups, pivotar pode ser necessário.

Já vemos inúmeras publicações que já trazem o potencial comportamento do consumidor pós-pandemia. No nosso site da consultoria da MR16 – https://www.mr16.com.br/infografico-cenarios-futuros-pos-covid19/, você poderá fazer download de um infográfico sobre isso.

Entre estas potenciais indicações, estão algumas já sendo discutidas como implementação de estratégias de marketing e vendas digitais, omnichannel, mudança em cadeia logística, big data e machine learning, realidade aumentada e outros. São todos temas que precisam começar a serem estudados pelas empresas e incluídos no planejamento de curto a longo prazo.

Os Cenários e o planejamento estratégico andam de mãos dadas neste momento. Ter pessoas e suporte de empresas especializadas podem levar seu negócio a ter um plano eficaz e sustentável, independentemente dos percalços que ocorram.

E finalmente o item:

6 – Otimização contínua

Este período de pandemia nos mostrou um mundo diferente. Um mundo que a zona de conforto nos leva a deixar oportunidades e tendências de crescimento para trás pois “time que está ganhando não se mexe”. 

O fato é que a otimização continua já era necessária e se mostrou uma ferramenta indispensável. Viver no presente sem querer olhar o futuro levou muitas empresas a quebrarem, empresários ao stress e demissões em massa. 

O modelo de análise contínua é o ponto de checagem que vem dando certo no passado presente e o que preciso planejar para continuar atuando no mundo no futuro. 

Considerações finais

A pandemia do novo Coronavírus nos fez enxergar o mundo de forma diferente. 

Levou setores a um crescimento exponencial, como o de videoconferências e marketing digital, que deram passos em alguns meses que eram previstos para um cenário de 5 anos.

Vimos, infelizmente, um grande número de empresas quebrando e funcionários demitidos.

Analisamos que o modelo que nós tínhamos era adequado a uma realidade que o covid-19 destruiu em algumas poucas semanas.

Olhando pelo lado positivo, as empresas amadureceram, e viram os processos que funcionavam e que não funcionavam e que tem agora a oportunidade de corrigir.

Os consumidores viram que existem opções e que o tempo otimizado via delivery e venda digital funciona.

Logo, teremos um mundo diferente, um novo normal e muitas mudanças pela frente.

Analisar cenários, planejar e monitorar será fundamental para o futuro.

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